Crítica de O Menino do Pijama Listrado

Baseado no livro no livro de John Boyne, e roteirizado e dirigido por Mark Herman.

Bruno é filho de um soldado nazista e, junto com sua família, deixa sua casa em função do trabalho do pai. Toda a família se muda para o campo, e de alguma forma os pais acreditam estar protegendo os filhos de tomar conhecimento dos horrores do holocausto. Mas Bruno é um garotinho curioso, que adora explorar coisas novas e está agora atrás de amigos.

Com suas fugidas brincadeiras, Bruno descobre um caminho pela mata ao redor de sua residência, e chega na cerca de um campo de concentração. Lá ele conhece Shmuel, um garotinho judeu que está preso no campo e eles se tornam amigos.

Bruno desconhece o que acontece com Shmuel, acha que é um lugar onde as crianças brincam juntas e sente uma pontinha de inveja por estar sozinho do outro lado. Através de sua inocência somos conduzidos lentamente pela realidade do outro lado da cerca, e dessa forma o sofrimento pelo qual os judeus passaram nos parece ainda mais horrendo.

O ápice do filme é a cena final, na qual Shmul leva um uniforme do campo para Bruno vestir e entrar para ajudá-lo a procurar pelo pai que estava sumido. Inocentemente Bruno se veste e entra. Por coincidência nesse mesmo dia estão levando um grupo de judeus para serem mortos na câmara de gás. Ao procurarem pelo pai de Shmul no meio dessas pessoas eles acabam sendo levados juntos para morrer.
Ao mesmo tempo em que isso acontece a mãe de Bruno está a sua procura e descobre que ele havia saído pelos fundos caminhando pela mata. Ela avisa a seu pai, o soldado nazista, e ele move seus homens a procura do filho. Correndo eles chegam na cerca onde Bruno havia trocado de roupa e encontram seus pertences. O pai entra correndo pelo portão e revista freneticamente os galpões. E por fim ele se depara com um galpão vazio e milhares de roupas listradas penduradas. Sua cara de horror explica tudo.

É como se naquele momento o que o holocausto representa, no pior sentido que pode existir, fizesse sentido pra eles.
Entendo como dizem por aí: a dor só dói quando é na gente.

Crítica de O Menino do Pijama Listrado, reviewed by Thiago Avelino on 2010-10-30T10:35:24+00:00 rating 4.0 out of 5