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	<title>Cinema Mentira</title>
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	<description>Filmes Cult, Alternativos, Independentes e Esquisitos</description>
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		<title>Akira Kurosawa, Takeshi Kitano e as Artes Plásticas</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 15:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
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		<description><![CDATA[Como uma fiel apaixonada pelo cinema oriental e pelas artes plásticas, não poderia deixar passar em branco suas associações doces e perfeitas....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Como uma fiel apaixonada pelo cinema  oriental e pelas artes plásticas, não poderia deixar passar em branco  suas associações doces e perfeitas. Escolhi Akira e Kitano  que nos  narram fragmentos poéticos através de quadros belíssimos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/04/sonhosvangogh.jpg"><img src="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/04/sonhosvangogh.jpg?w=300" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;">(frame: Van Gogh)</p>
<p>Akira Kurosawa na sua obra <a href="http://www.imdb.com/title/tt0100998/">The Dreams</a> permiti-nos passear pelo universo do amarelo ouro de Van Gogh. Levando o  tempo real fílmico para o universo onírico dos quadros (tem tudo a ver  já que o filme chama “Sonhos”), nós enquanto espectadores “conquistamos”  e caminhamos pelos contrastes das calmas e das revoltosas paisagens, e  encontramos até o próprio Van Gogh enlouquecido a pintar. É através da  imaginação de um visitante a um museu que toda essa constituição  magnífica se torna possível, e nesse momento nos tornamos sonhadores  também.</p>
<p>Abaixo a cena completa dos quadros.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="opaque" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7fUhofutpXY&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/7fUhofutpXY&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1" wmode="opaque" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
</div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/04/hana-bi.gif"><img class="aligncenter" src="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/04/hana-bi.gif?w=216" border="0" alt="" /></a></p>
<div>Kitano por sua vez, em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0119250/">Hana-Bi: Fogos de Artifício</a>,  contrasta a vida de um cara durão (representado por ele mesmo) com as  pequenas doçuras e sutilezas da vida, como ouvir o som do mar. Aqui as  artes plásticas são usadas para mostrar passagens de tempo e estado de  espírito, e foram pintadas pelo próprio Kitano. Particularmente um dos  meus filmes favoritos, Hana-Bi tem  o tremor mais ardente sendo segurado pelas pétalas finas de uma flor. É  a maestria de apresentar conflitos com beleza, fazendo com que tais  conflitos se tornem pequenos diante da poética fílmica. Ah, Kitano,  sempre Kitano.</div>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="opaque" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/5kYTapGkOkY&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/5kYTapGkOkY&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1" wmode="opaque" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<div>
<p>Quadros de Takeshi Kitano:<br />
<a href="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/04/hanabiart.jpg"><img src="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/04/hanabiart.jpg?w=300" border="0" alt="" /></a><a href="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/04/hanabi01.jpg"><img src="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/04/hanabi01.jpg?w=300" border="0" alt="" /></a></p>
</div>
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		<title>Melhores Filmes da Década – Revista Paste</title>
		<link>http://cinemamentira.com.br/373/mentira/melhores-filmes-da-decada-%e2%80%93-revista-paste</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 00:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mentira]]></category>
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		<description><![CDATA[Revista com baixo conhecimento privilegia números a qualidade dos filmes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A  revista americana Paste publicou nesta semana uma lista dos 25 melhores  filmes da década. Claro que em uma análise DELES. Você pode conferir a  lista no link <a href="http://band.com.br/conteudo.asp?ID=149997">aqui</a>.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/fale-com-ela-poster01.jpg"><img src="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/fale-com-ela-poster01.jpg?w=217" border="0" alt="" /></a></div>
<p>O curioso é o filme <em>Cidade de Deus,</em> que saiu em 4º lugar, habitar acima de <em>Fale com Ela</em> que ficou em 5º. Nada contra <em>Cidade de Deus</em>,  gosto muito desse filme, mas é um desatino colocá-lo acima de uma das  obras mais sensíveis e tocantes do cinema – e particularmente a minha  favorita do Almodóvar. Podem me contrargumentar dizendo que, além de ser  uma obra brasileira, Cidade de Deus é um retratro nacional de algo que  realmente aconteceu, e que diferente de todas as coisas feitas até hoje  no Brasil, é um dos poucos filmes que não são de entretenimento e fazem  sucesso. Mas nada vai me tirar da cabeça o quanto a trama de Fale com  Ela me inquieta – ainda mais por se tratar de uma ficção. Pode soar  extremamente particular – até porque Almodóvar é uma viagem pra poucos  passageiros – mas Fale com Ela sem dúvida alguma, independente de todos  os ridículos retratos psicanalíticos que fazem sobre ele, é um filme que  subverte toda a estrutura humana que posiciona a mulher. <em>Fale com Ela</em> nada mais é que um deslocamento do sujeito humano, e isso não é apenas nacional como <em>Cidade de Deus</em>, mas universal.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/cnt_ext_149997.jpg"><img src="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/cnt_ext_149997.jpg?w=300" border="0" alt="" /></a></div>
<p>Bom, é dificilimo analisar dois filmes  completamente distintos, e pra que essa tarefa se torne mais fácil a  gente costuma jogar para o lado pessoal. E reafirmo, <em>Fale com Ela</em> toca fundo em mim.<br />
Entretanto, para completar o desatino da Paste, <em>T</em><em>igre e o Dragão</em> e <em>Labirinto do Fauno</em> foram nomeados para 2º e 1º lugar, respectivamente. Gente, convenhamos que <em>Labirinto do Fauno</em> só é extraordinário para crianças, e <em>Tigre e o Dragão</em> só impressiona minha avózinha.<br />
Daí pode-se concluir o nível de  entendimento e envolvimento cinematográfico da tal revistinha. Qualquer  revista de Cinema que se preze – ou qualquer outra revista que queira  ser levada a sério –  não analisaria filmes julgando-os pelos milhões  gastos em sua produção ou pelo número de público gerado.</p>
<p>Fonte da balela: <a href="http://band.com.br/conteudo.asp?ID=149997">http://band.com.br/conteudo.asp?ID=149997</a></p>
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		<title>Charlie Kaufman, Jean Epstein e Alejandro González – Tempo, espaço e linearidade</title>
		<link>http://cinemamentira.com.br/369/montagem/kaufman-epstein-gonzalez-tempo-espaco-linearidade</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 00:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Montagem]]></category>
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		<description><![CDATA[OU Como ignorar o conceito de tempo, de espaço e linearidade. (Charlie Kaufman) Certa dos riscos que corro ao descorrer sobre a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p>OU <span style="color: #ff0000;"><strong>Como ignorar o conceito de tempo, de espaço e linearidade.</strong></span></p>
<p><a href="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/charliekaufmanbig.jpg"><img src="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/charliekaufmanbig.jpg?w=300" border="0" alt="" /></a></p>
<p>(Charlie Kaufman)</p>
<p>Certa dos riscos que corro ao descorrer sobre a questão, arrisco-me  (em certo deleite) na árdua tarefa de expor o que absolvi desses  diretores e roteiristas peculiares, porém com pontos que se encontram.  Como todo risco que me disponho a correr – cinematográficamente – esse é  talvez um dos mais saborosos e excitantes, pois Kaufman e Alejandro sem  dúvida – quam sabe bebendo, ambos, da onda impressionista francesa,  onde se encontra Epstein – esquecem completamente o que siginifica  continuidade, no sentido clássico, tornando seus filmes inteligíveis  apenas em nossa consciência, como se deixassem para nós a tarefa da  “montagem” e o sentido dos elementos de continuidade.</p>
<p><a href="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/jean_epstein_1.jpg?w=161"><img src="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/jean_epstein_1.jpg?w=161" border="0" alt="" /></a><br />
<img src="http://cinemamentira.wordpress.com/DOCUME%7E1/MARIAN%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.png" alt="" /><img src="http://cinemamentira.wordpress.com/DOCUME%7E1/MARIAN%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-1.png" alt="" />(Jean Epstein)</p>
<p>Dizer que não existe racord nos filmes dos três cineastas é quase uma  heresia, pois podem não estar aglutinados sequencialmente mas se  encontram na louca montagem descontinua dos filmes. Jean Epstein, o mais  “careta” dentre eles, talvez pela idade, não abandona completamente a  montagem clássica, apenas inveztindo descontinuidade nos elementos  poéticos que tangem o sentido do filme. Já os outros dois, nossos  contemporâneos, investem completamente em uma ordem desordenadamente  montada. Um raccord de lembrança que está presente em nosso consciente  atento ao filme.</p>
<p><a href="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/alejandro-gonzalez-inarritu.jpg?w=300"><img src="http://cinemamentira.files.wordpress.com/2009/06/alejandro-gonzalez-inarritu.jpg?w=300" border="0" alt="" /></a><br />
(Alejandro González)</p>
<p>São sem dúvida três cineastas diferentíssimos, ainda mais no que diz  respeito à temática e poética. Mas para os mesmos, sem dúvida, o tempo é  construido cinematográficamente da forma que queremos. Assim como pode  ser construído por nosso intelecto. O espaço é o que queremos que seja  de acordo com a nossa demanda de tempo, e a linearidade nem sempre é  possível e nem sempre é bem vinda.</p>
<p><strong>Filmes recomendados:</strong><br />
A Queda da Casa de Usher – Jean Epstein (direção)<br />
Adaptação – Charlie Kaufman (roteiro)<br />
Sinédoque – Charlie Kaufman (direção)<br />
Quero ser John Malkovich – Charlie Kaufman (roteiro)<br />
Amores Brutos – Alejandro González (direção)<br />
Babel – Alejandro González (direção)<br />
21 Gramas – Alejandro González (direção)</p>
</div>
</div>
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		<title>A Influência das Artes Plásticas nos filmes de Takeshi Kitano</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 02:17:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
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		<description><![CDATA[Para a análise do cinema como arte, ou mais ainda, da influência das artes plásticas no cinema, consideramos a necessidade de se...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para  a análise do cinema como arte, ou mais ainda, da influência das artes  plásticas no cinema, consideramos a necessidade de se falar de um cinema  ainda pouco disseminado, o cinema japonês, de importância tamanha para a  história do cinema; e no campo das artes, importante para a arte como  um todo. Para tanto, nos decidimos pelo diretor japonês Takeshi Kitano, que ingressou na carreira artística como ator e que também pratica a pintura em tela. Os filmes analisados foram “Hana-Bi:  Fogos de Artifício” (1997) e “Dolls” (2002). Através da análise desses filmes vamos traçar os paralelos das influências artístico-plásticas contemporâneas.</p>
<p><strong>Hana-Bi</strong><strong> e </strong><strong>Dolls:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Kitano em <em>Hana-Bi</em>,  contrasta a vida de um cara durão, interpretado por ele mesmo, com as  pequenas doçuras e sutilezas da vida, como ouvir o som do mar e passear  com sua mulher muda na praia. Aqui as Artes Plásticas são usadas para  mostrar passagens de tempo e estado de espírito, e foram pintadas pelo  próprio Kitano e posicionadas em pontos e tempos estratégicos do cenário  e do filme. Suas telas representam seu ponto de vista sobre  determinadas “cenas” de sua vida no passado. Nesse caso podemos comparar  a função da tela como a de um flash back.</p>
<p>Como Sergei Eisenstein diz em seu livro O Sentido do Filme, as linhas, traços e cores estão sempre em diálogo com “algo”:</p>
<p>“<em>Quando falamos de “</em>tonalidade interior<em>” e “</em>harmonia interna de linha, forma e cor<em>”, temos em mente uma harmonia com </em><em>algo</em><em>, uma correspondência com </em><em>algo</em><em>. A tonalidade interna deve contribuir para o </em><em>significado</em><em> de um sentimento interno. Por mais vago que seja este sentimento ele  avança sempre em direção a algo concreto, encontra sua expressão externa  em cores, linhas e formas</em><em>.</em>” Eisenstein. 1947, p. 77.</p>
<p>Quando  Eisenstein discorre sobre isso ele faz referência direta a Kandinsky,  um artista plástico francês com amplo estudo teórico e plástico sobre as  cores. De fato esta “tonalidade interior” faz sim referência a “algo”, e isso em Hana-Bi se faz presente na utilização de quadros como foco dramático. Mas em Dolls, por sua vez, a cor é praticamente tudo e não só o “algo”, e o avanço em direção a este “algo concreto” tem sua conclusão ao fim. Durante todo filme Dolls existe um avanço de sentido e dramaticidade em busca da plenitude do sentido e da plástica.</p>
<p>Dolls  é difícil de exprimir, pois qualquer afirmação pode parecer cabível,  mas em segunda análise pode se desfazer como pó nas mãos. Este é um  risco que corremos ao tentar analisar um filme denso como este,  extremamente conceitual, cheio de alegorias, significação, representação  e referência teatral e plástica. Talvez por esse viés possamos ser mais  bem sucedidos.</p>
<p>O filme começa com uma situação típica no Japão clássico, o teatro de bonecos <em>Bunraku</em>. Nestas cenas os personagens que coordenam o <em>Bunraku</em> dão vida para cada uma das partes dos bonecos, os pés, as mãos e a voz,  e cada um, juntos como em uma dança, executa sua função. Podemos  considerar essa dança como uma alegoria do filme por completo, pois ao  final o casal protagonista se transforma nos bonecos, executando os  mesmo movimentos e vestindo a mesma roupa.</p>
<p>O que mais nos toma e nos briga a falar da influência da pintura neste  filme são os enquadramentos que se mantêm passivos, como meros quadros,  apenas dando vazão a algo mais profundo. Em diversas vezes estes  enquadramentos são mudos, acompanhados apenas pela minimalista música. O  olhar dos personagens é imutável, se mantendo o mesmo por todo o filme.  Vejo os personagens e os pontuo como “quadros ambulantes”, personagens  estáticos assim como a pintura.</p>
<p>Uma questão que nos intriga é a utilização das cores, em especial do  vermelho e amarelo, que explode todos os cantos da tela, principalmente  na estação do Outono, que é seu ápice. É sabido que Vincent Van Gogh  sofreu influência direta das artes japonesas, e isso pode ser observado  em sua obra, onde o vermelho, quando presente, não se mistura a mais  nenhuma cor, se mantendo único e soberano e o amarelo é a cor base de  todos os seus quadros. E Eisenstein, dando voz a Van Gogh, escreve em  seu livro: <em>“… em vez de tentar reproduzir exatamente o que tenho  diante dos meus olhos, uso a cor arbitrariamente, de modo a expressar a  mim mesmo arbitrariamente.” </em>(EISENSTEIN, 1947, p. 86). Contudo,  percebe-se um tom onírico na afirmação de Van Gogh, e isso se confirma  em seus quadros. Esse tom onírico também se transporta para a utilização  dos elementos da Direção de Arte e Fotografia nos filmes de Takeshi  Kitano.</p>
<p>Dessa forma podemos perceber um diálogo direto do cinema com as artes  plásticas, e do ocidente com o oriente, visto que Van Gogh foi um dos  propulsores impressionistas, bebendo diretamente da fonte oriental.</p>
<p>Outro diálogo que podemos estabelecer de Dolls com a arte é a  utilização da Fotografia e Arte onírica, e dessa forma podemos suscitar  conceitos surrealistas para tal afirmativa. Sendo assim, a fim de  embasar essa questão buscamos novamente em Eisenstein através do seu  livro <em>O Sentido do Filme</em>. Em determinado momento, ainda relacionado ao trabalho de Kandinsky, ele diz: “<em>O método usado aqui é claro – abstrair ‘</em>tonalidades internas’<em> de qualquer matéria ‘externa</em><em>’</em>.” (EISENSTEIN, 1947, p. 79).</p>
<p>Trazendo isso para nosso trabalho, faz parecer que Eisenstein escreveu esta frase para o próprio Dolls.  E acho que ela resume toda a densidade intrínseca dessa obra, que assim  como o surrealismo abstrai o sentido interno das interpretações que  estão por fora. Sabemos que esta afirmativa nos dá uma rasteira – como  se mesmo escrevendo ad infinitum  não pudéssemos apreender a extensão de tudo em palavras – mas não  poderíamos deixar passar despercebida, pois mesmo sendo derrubados  conseguimos levantar o sentido e chegar à cerne da questão dos filmes de  Takeshi Kitano.</p>
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		<title>Melhores filmes de 2009</title>
		<link>http://cinemamentira.com.br/352/listas/melhores-filmes-de-2009</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 01:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Avelino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Listas]]></category>
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		<description><![CDATA[Lista dos melhores filmes de 2009.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p>Primeiro tenho que dizer que o nome do post é um absurdo. Não posso  nem poderia listar aqui os “melhores” de 2009, apenas os meus <strong>favoritos </strong> que <strong>vi</strong> de 2009 e que <strong>lembro</strong>, ou seja, bem poucos.</p>
<p><strong>1 – Um Homem Sério (A Serious Man)<br />
2 – Distrito 9 (District 9)<br />
3 – Vício Frenético (Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans)<br />
4 – Guerra ao terror (Hurt Locker)<br />
5 – Onde vivem os monstros (Where The Wild Things Are)<br />
6 – Anticristo (Antichrist)<br />
7 – Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds)<br />
8 – Preciosa (Precious)<br />
9 – Sede de Sangue (Bakjwi)<br />
</strong><strong>10 – Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works)</strong></p>
<p>Então aqui está. Lembrando que só coloquei filmes de 2009, e não  filmes lançados comercialmente no Brasil em 2009 mas são de 2008 como <em>Sinédoque, New York, O Lutador, Deixa Ela Entrar </em>e<em> A Partida</em>, que com certeza entrariam na lista se fosse o caso.</p>
<p>E como eu disse a lista é de preferência, e não o que é melhor do que  o que.  Pra mim é uma idéia absurda comparar filmes diferentes pra  dizer qual é melhor.</p>
<p>Bons filmes!</p>
</div>
</div>
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